Linguagem inclusiva

Políticas sobre o uso de linguagem não sexista e não binária

Em consonância com as políticas de boas práticas editoriais da revista no que se refere à Diversidade, Equidade e Inclusão, e de acordo com os padrões atuais de ética acadêmica e equidade de gênero na comunicação científica, RASAL Lingüística adota as seguintes diretrizes.

Princípios gerais


A RASAL adere ao objetivo das Nações Unidas de “expressar-se oralmente e por escrito sem discriminar um sexo, gênero social ou identidade de gênero em particular e sem perpetuar estereótipos de gênero” (https://www.un.org/es/gender-inclusive-language/index.shtml).

Nesse contexto, a revista admite o uso de linguagem não sexista e não binária, entendendo que esse uso busca dar visibilidade às mulheres e à diversidade de gênero, a fim de promover a igualdade e evitar estereótipos. Da mesma forma, a Equipe Editorial respeitará as autodefinições propostas por participantes ou coletivos em pesquisas sobre identidades ou comunidades específicas.

Considera-se linguagem não sexista o uso de duplicações, como o autor e a autora, bem como outras expressões que englobem os gêneros feminino e masculino, como a comunidade estudantil, a autoria, a direção.

Quanto à linguagem não binária, são aceitas formas como -e, -x e outras alternativas gráficas.

(Deve-se evitar o uso do arroba “@” e do asterisco “*” para indicar gênero não binário, pois não são processáveis por leitores automáticos de texto e não garantem a acessibilidade.)

Em caso de uso de formas de linguagem não binária, solicita-se a inclusão de uma nota de rodapé em sua primeira ocorrência no manuscrito, esclarecendo que o uso da forma gráfica escolhida se refere à linguagem não binária.

Recomendações para o uso de linguagem inclusiva


Nomeação de pessoas pesquisadoras, autoras e participantes

Podem ser usadas formas femininas e masculinas explícitas para cargos, profissões ou funções quando o gênero é conhecido (a pesquisadora, o editor, a diretora do projeto).

Para coletivos ou funções não marcadas, podem ser empregados termos neutros, como: equipe de pesquisa, corpo docente, comunidade acadêmica, comunidade de falantes, pessoas participantes, pessoas entrevistadas, população estudantil.

Alternativas ao masculino genérico

- Substantivos neutros ou não marcados: a membresia, a coordenação, a direção, a autoria.

- Substantivos coletivos: a população estudantil, o corpo acadêmico, a equipe editorial, a comunidade.

- Substantivos epicenos: a pessoa, a vítima, a figura, o indivíduo.

- Perífrases explicativas: quem integra o comitê, as pessoas que participam da amostra.

- Estruturas com “se”: convida-se à submissão de contribuições, será realizada a avaliação.

- Pronomes e determinantes sem marca de gênero: quem, alguém, ninguém, cada, qualquer, seu(s)/sua(s).

Duplicações e uso da barra (/)

Podem ser utilizados desdobramentos como o autor e a autora, os e as falantes.

Também podem ser usadas formas como cada autor/a, cada professor/a.

Sugere-se evitar o uso excessivo desses recursos, a fim de preservar a fluidez da leitura do manuscrito.

Uso do -e inclusivo e outros recursos gráficos

O uso de -e, -x (como todes, todxs), entre outros recursos gráficos, são alternativas para linguagem não binária.

Para manter um critério uniforme e priorizar a fluidez da leitura, recomenda-se evitar seu uso repetitivo, podendo alternar com formas ou termos neutros.

Coerência e clareza editorial


Solicita-se manter o uso consistente de linguagem não sexista/não binária ao longo do manuscrito, bem como cuidar da concordância gramatical nas frases.

No processo de edição, a Equipe Editorial poderá sugerir modificações para garantir a conformidade com estas diretrizes.